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  • Foto do escritorRev. Luiz Henrique

Jesus, o Verbo de Deus!

João 1.1-5.INTRODUÇÃO

O objetivo central do texto do Evangelho de João é: 1) provar a divindade de Jesus, como Filho de Deus; 2) provar a existência de Jesus desde antes da fundação dos tempos. 3) Mostrar ao mundo que Jesus é o verdadeiro Messias e Salvador.


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O texto que lemos trata de as mais belas e reveladoras afirmações a respeito de Jesus. Um escritor e filosofo desconhecido do passado disse que estes primeiros versículos do Evangelho de João mereciam ser escritos com letras douradas.

Outro escritor do passado Francis Junius, ao escrever sobre a história de sua vida, disse que nesse texto ele encontrou declarações fortes e reveladoras a respeito do Deus que se fez carne e habitou entre nós. Essas verdades foram tão fortes e essenciais na vida dele que, ao ler esses versículos, sua vida foi impactada e convertida a Cristo, como seu Salvador e Senhor.

Mateus escreveu especialmente a seus compatriotas judeus e enfatizou que Jesus de Nazaré havia cumprido as profecias do Antigo Testamento. Marcos escreveu aos romanos atarefados e, enquanto Mateus enfatizou o caráter de Rei de Jesus, Marcos apresentou o Servo ministrando ao povo necessitado. Lucas escreveu seu Evangelho aos gregos e lhes apresentou o Filho do Homem, o salvador compassivo.

Mas coube a João, o discípulo amado, escrever um livro tanto para judeus quanto para gentios, apresentando Jesus como o Filho de Deus. Ele enfatizou que Jesus não apenas cumpriu as profecias do Antigo Testamento, mas também seus tipos e sombras.

Buscaremos, nesses textos Bíblicos, observar e extrair os princípios de Deus para nossa vida, e trazer ao nosso entendimento a Majestade e Jesus, para que possamos reverenciá-lo e adorá-lo como tal.

I. JESUS É O VERBO ETERNO.

Quando João menciona “o Verbo” ele está se referindo a Cristo. O versículo inicia dizendo que “No princípio era o Verbo”. Essa passagem nos diz claramente que Jesus já existia desde o princípio, não por ter um princípio como criatura, mas por ser eterno. Ele já existia quando todas as coisas foram criadas.

O texto nos diz que no princípio Ele “era”, ou seja, já existia. Jesus não passou existir como o mundo foi criado. Ele não começou a existir quando os céus e a terra foram formados.

Ele não tem um começo e fim como a criação. Ele é eterno, é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Ele É e sempre SERÁ o Senhor de todas as coisas. Em Hb 13.8 o autor nos diz que: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. Em Cl 1.17 o apóstolo Paulo nos diz que: “Ele é antes de todas as coisas...”.

O Jesus que fez maravilhas no passado é o mesmo até hoje. Ele não muda. Ele continua sendo o mesmo, seu poder é o mesmo. É indubitavelmente a existência de Jesus antes de todas as coisas, existirem.

II. JESUS É O VERBO DISTINTO DE DEUS, O PAI, E AINDA ASSIM, É UM COM ELE.

João nos diz que “o Verbo estava com Deus”. O Pai e o Verbo, embora sejam duas pessoas, são ligados por uma união inefável. Onde quer que o pai estivesse, ali também estava o Verbo, o Deus Filho – iguais em glória, co-eternos em majestade, mas uma só Divindade.

“Ele estava no princípio com Deus” . No livro de Gn 1.1 nos diz que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. O mundo originou-se de Deus, foi criado por Ele e o Verbo estava com Ele em termos de Essência e substância, pois o Verbo era Deus; em ação com Deus. Jesus é a Palavra suprema de Deus. A maior expressão de Deus aos Homens é Jesus – O Filho de Deus.

Paulo nos diz em Ef 3.8-9 que a ele foi dada a graça de anunciar aos gentios, as riquezas insondáveis de Cristo. E que esse Verbo (Jesus Cristo) sempre esteve oculto em Deus, o qual é mistério desde os séculos passados, e que esse mistério lhe foi dado a conhecer para que fosse anunciado e proclamado.

Jesus não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus – o Pai. Ele não é menos que o Deus perfeito; Ele é igual ao Pai, no que concerne à sua divindade; Ele é Deus, possuindo a mesma natureza que o Pai e existindo antes da fundação do mundo.

Quando afirmamos que Jesus é o verbo eterno de Deus e que já existia antes de todas as coisas, e que esse Verbo é Deus – DISTINTO do Pai, e ainda assim UM com Ele, também podemos dizer que Ele é o Verbo criador de todas as coisas, e isso nos leva a extrair um terceiro princípio desse texto.

III. JESUS É O VERBO CRIADOR.

Sem dúvida encontramos um paralelo entre Jo 1.1 e Gn 1.1, a “nova criação” e a “antiga criação”. Deus criou o mundo por meio de sua Palavra: “Disse Deus” <...>. Em Sl 33.9 nos diz que “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir”. Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo , isso significa que Jesus não é um ser criado, como dizem muitos hereges por aí, Ele é o Criador.

Ele é o ser que fez o universo e tudo o que nele há. O salmista nos diz “Louvem o nome do SENHOR (Y ̂ehovah - o nome próprio do único Deus), pois mandou, e foram criados”.

Ainda no livro de Salmos encontramos o versículo que diz: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles”.

Jesus Cristo é a Palavra (logos – os ditos de Deus) , o Verbo. Jesus é o Verbo criador de todas as coisas. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez; pois d’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas.

IV. JESUS É O AUTOR DA VIDA E A LUZ DO MUNDO.

A vida e luz estavam originalmente n’Ele, pois “Nele estava a vida e a luz”. Ele tem a vida em si. Ele não somente é o Deus verdadeiro, mas é o Deus vivo. Ele é a fonte eterna, e somente dela os filhos dos homens têm recebido vida.

Jesus não somente tem vida e dá vida, mas também é vida, pois Ele diz que é “O caminho, a verdade e a vida” . Precisamos compreender com mais detalhes o sentido de Jesus ter vindo ao mundo, sendo Ele a Vida e a Luz. Vejamos:

  1. Jesus é a vida para os homens que estão mortos. Essa grande verdade nos ensina que, os homens foram criados por Deus, com fôlego de vida, e essa vida estava perfeitamente em harmonia com o próprio Deus. Mas, uma vez que o homem se corrompeu com o pecado, sua vida adoeceu. Agora essa vida tem perdido a sua essência, não em si mesma, mas no homem, que agora está morto diante de Deus.

O pecado trouxe separação entre Deus e os homens, isso é conhecido por todos nós. Mas, esse pecado também nos trouxe morte espiritual. Em Ef 2.1 nos diz que “Ele nos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados”. Em Rm 6.23 nos que “... o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

  1. Jesus é luz para os homens que estão em trevas. Essa é outra grande verdade para nós. Jesus é a luz que resplandece sobre as trevas.

Jesus diz os seus discípulos “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” . Ele é a luz que nos conduz, em meio às trevas, para a presença de Deus. Ele é a luz que ilumina nosso caminho. Essa luz resplandece, ou seja, que brilha nas trevas.CONCLUSÃO

Jesus se fez carne e habitou entre nós porque o mundo estava sem luz, às trevas estavam dominado tudo o que Deus havia criado. Jesus veio trazer vida aos homens porque eles estavam mortos, separados de Deus. Já não mais havia vida entre eles.

A vinda de Jesus Cristo ao mundo foi à aurora de um novo dia para o ser humano . A luz de Jesus iluminou o caminho dos homens para que eles pudessem retornar a Deus. Jesus ao vir até nós fez um caminho com qual, não poderíamos ir, sem que Ele nos guiasse.

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