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  • Foto do escritorRev. Luiz Henrique

TOMÉ – O apóstolo pessimista.

“Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele”  João 11:16 .

Pessimista é aquela pessoa que vê tudo pelo pior lado; que sempre espera o pior de uma situação; ele acredita que tudo a sua volta vai dar errado; antes mesmo de começar um trabalho ou atividade, o pessimista já tem uma conclusão nada animadora a respeito do mesmo.

Ser pessimista não é nada bom. Não traz nenhum benefício para o indivíduo e principalmente, o impede de progredir e avançar na vida profissional, relacional e espiritual. Se pudermos ter uma visão pessimista de alguma coisa, que tenhamos de nós mesmos no sentido de que “sozinhos não podemos fazer nada”. Pensar que sozinhos podemos qualquer coisa nesta vida e no por vir, é uma prova clara de nossa soberba e vanglória que sobressai a toda humildade e espiritualidade cristocêntrica que Deus requer de Seus filhos.

Tomé é uma figura conhecida na história do cristianismo; não apenas por ser um dos discípulos de Cristo, mas também por ser o mais incrédulo entre os demais apóstolos. É possível que a fama de Tomé tenha atravessado os séculos de maneira equivocada, pois o título mais adequado para ele seria: o pessimista.

Tomé era aquela pessoa que sempre via o pior de tudo. Suas expectativas nunca eram as mais esperançosas ou encorajadoras possíveis. Ele era uma pessoa negativa e tinha a tendência a ficar ansioso e angustiado diante dos desafios, mesmo antes de enfrenta-los.

O Dr. McBirnie (DeBarros, Hagnos 2006, Pág. 205), comentando as características pessoas a respeito desse discípulo, diz:

As referências bíblicas que o destacam dentre os doze parecem indicar um homem e incrédulo. Tomé possuía uma natureza que continha em si mesma certos elementos conflitantes e excessivamente difíceis de serem conciliados: uma peculiar vivacidade de espírito e uma inclinação natural que o fazia, com . Ainda assim, Tomé era um homem de coragem indomável e de traços marcantemente altruístas.

Havia em Tomé uma mistura de pessimismo com fidelidade e companheirismo. Enquanto seu pessimismo o levava ao sofrimento e derrota antecipada, sua fidelidade a Cristo (seu Senhor) não o permitia abandoná-lo, por mais que esse companheirismo o levasse à morte.

Há muitos de nós hoje que pela boca somos capazes de enfrentar gigantes em defesa do evangelho e em nome Cristo; porém, nossa falta de fé suficiente para tal ação também nos tornam pessimistas quanto à conquista e tamanho sucesso que a prática nos traria. Desta maneira, também nos assemelhamos a Tomé em fidelidade e companheirismo quando, positivamente, preferimos estar ao lado de Cristo nos momentos conflitantes desta vida. Também somos como Tomé que, no seu pessimismo previu a morte antecipadamente – sem nem mesmo ter feito algo pra isso.

O nome ‘Tomé’ é de origem aramaica que traz a tradução da palavra grega θωμας Thomas que significa gêmeo. De acordo com o texto que lemos (Jo 11:16), Tomé também era chamado de “Dídimo”, que significa: algo formado de duas partes ou duplo. ; porém o sentido da palavra é o mesmo no grego.OLHANDO PARA O TEXTO

A primeira citação que podemos analisar da pessoa de Tomé está no texto que lemos onde está presente esse dualismo de sensação e sentimento na alma do apóstolo. Nesta passagem Jesus declara sua intenção de voltar à Judéia, no intuito de auxiliar o moribundo Lázaro.

Os discípulos, atemorizados diante da possibilidade de perseguição por parte dos judeus, tentam dissuadi-lo da ideia, enquanto são surpreendidos pelo convite de Tomé: Vamos também nós, para morrermos com ele – v.16.

Essa declaração de Tomé foi um impulso de coragem ou apenas uma colocação de irônica? Talvez, mais que qualquer um desses extremos, o convite de Tomé revele uma natureza ansiosa e inquieta que lhe valeu, mais tarde, o peso de um estigma que os séculos não apagaram. Vejamos as declarações com detalhes. Ele diz:

  1. A FIDELIDADE DE TOMÉ: Vamos também nós – Tomé sabendo que não havia nada que mudasse a intenção de Jesus de voltar para Jerusalém mantém a postura de seguidor fiel e convoca seus colegas para tal atitude de coragem e companheirismo em favor de seu Mestre;

  2. O PESSIMISTMO DE TOMÉ: Para morrermos – Embora a coragem de Tomé se sobressaia e encoraja os demais para tal ação, ele é tomado pela certeza de que a sua atitude não o levará para uma boa jornada de vitória, mas de derrota e até à morte. Tomé chegou à conclusão que esse retorno a Judeia não resultaria em uma recepção amorosa e hospitaleira, mas em ódio, recusa e morte;

  3. O COMPANHEIRISMO DE TOMÉ: Com ele – Embora toda essa realidade presente na mente de Tomé, ele ainda prefere estar com Jesus nesta jornada que, possivelmente resultaria em morte. Para Tomé o que importava naquele momento era estar ao lado da pessoa certa, mesmo que seus caminhos o levassem para lugares incertos e indesejados.CONCLUSÃO Pensando na atitude de Tomé:

  4. Temos razões suficientes para continuar ao lado de Jesus Cristo, mesmo diante das oposições, e ainda motivar outros a abraçar e acreditar neste Jesus que o evangelho apresenta?

  5. Teríamos a mesma coragem que Tomé teve em enfrentar o desafio que estava previsto, mesmo sabendo das possíveis consequências em nome de Cristo?

  6. Estamos plenamente certos o suficiente em saber Quem é o Jesus que servimos ao ponto de permanecermos fieis a Ele, não importando os resultados?

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