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  • Foto do escritorRev. Luiz Henrique

Ensinando o que vos tenho ordenado

ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século­ – Mateus 28.20.

O ensino bíblico é muito importante para a saúde da igreja do Senhor. Com ele, aqueles que estão dando seus primeiros passos na fé cristã encontrarão os direcionamentos necessários para que não desviem nem para direita nem para esquerda, mas sigam em frente, rumo ao destino, a morada do Altíssimo. Com ele, aqueles que já estão trilhando esse caminho há mais tempo, encontrarão encorajamento e exortações para que suas vidas permaneçam firmadas na rocha que é a Palavra viva e eficaz de Cristo Jesus, e assim, sejam aperfeiçoados para o grande encontro com aquele que é perfeito.


Não é sem razão que enquanto a igreja do primeiro século esteve alicerçada na doutrina dos apóstolos, soube viver em comunhão, nas orações, no exercício da misericórdia aos necessitados e que, dia a dia, Deus acrescentava os que iam sendo salvos (At 2.43-47), além de saberem lidar com as investidas do maligno e com os pecados ainda presentes em seu meio. O ensino bíblico é importante para a saúde da igreja do Senhor.


Mas, o que não pode passar despercebido aos nossos olhos é que, diante da tarefa de ensinar, também está o dever de viver o ensino. É exatamente isso que o texto nos ensina e que têm sido negligenciados por aqueles que ensinam. Ensinar é muito bom, a final de contas, mostra o quanto temos conhecimento de Bíblia. Mas, não basta apenas ter o conhecimento, também é preciso sabedoria para executá-lo (Pv 1.2-7; Tg 1.5).


Jesus ordenou a seus discípulos que ensinassem “...todas as coisas que vos tenho ordenado...”, isto implica em um conhecimento prévio das ordenanças que lhes foram dadas. Esse conhecimento prévio envolve o cuidado em cumprir o que lhe foi ordenado, pois a palavra “guardar” no grego (τηρεω tereo), significa ‘atender cuidadosamente’, ou seja, obedecer. Isto significa que a ordem de Jesus envolve ensinar o que foi recebido e está sendo atendido (obedecido) cuidadosamente.


Muitos tem ensinado o caminho do Senhor aos homens, mas são poucos dos que ensinam que tem trilhado esse mesmo caminho. Faz muita diferença na vida daquele que diz ser discípulo de Jesus o ensino em que prega. Se este ensino não tem relação com o que de fato se vive, o prejuízo será todo para aquele que ensina, pois Jesus conhece os verdadeiros discípulos. Ele mesmo disse “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” – Mt 7.21.


Aqueles que ouvem o ensino, mesmo vindo de alguém cuja vida não tem mostrado relação com o ensino, receberão a Palavra autoritativa de Jesus. Ela é poderosa, e não o mensageiro. Jesus tem compromisso com a sua Palavra, mesmo que julgue os que fazem a obra relaxadamente (Jr 48.10), ainda assim cumprirá seus propósitos. Foi isso que Jesus disse aos discípulos “...Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” – v.18. A autoridade e poder estão em sua palavra, que é poder de Deus para salvação de todo o que crê (Rm 1.16). Ele a têm e executa seu poder na vida dos que a recebem. Para garantir que essa palavra seja executada naqueles que a receberem, Ele diz “...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” – v.20.


Ele está presente por meio do Espírito Santo, consolando (Jo 14.16), nos fazendo lembrar de tudo o que foi dito (Jo 16.26), dando testemunho e nos ajudando a testemunhar de Cristo (Jo 15.26-27), e, convencendo o mundo do pecado, justiça e juízo (Jo 16.8). Ele, Jesus, está conosco. Portanto, Ele também vê como estamos executando nossas tarefas e vivendo a nossa vida.


O ensino é um imperativo na vida do discípulo. Ele não tem a opção de não fazer; é uma ordem que foi dada e deve ser executada enquanto estão indo por todo o mundo. Isso diz respeito a toda uma vida dedicada ao ensino, que envolve tudo o que fazemos e nos envolvemos. A instrução verbal será apenas uma das maneiras de ensinar. Mas, a principal delas é com o modo como vivemos (Ef 4.1; Fp 1.27; Cl 1.10; 1Ts 2.12).


Sendo assim, para o bem do próximo, para a saúde da igreja, para a evangelização dos perdidos, para a nossa própria edificação e para a glória de Cristo Jesus, vivamos e ensinemos todas as coisas que nos foi ordenado, “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos...” – At 17.28. Amém!

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